Ir para a página principal do Cremepe Online
Ir para o Cremepe Online
Ir para o site da Biblioteca do Cremepe
Ir para o site da Revista do Cremepe
Revista Movimento Médico
Revista

História

Home | Ano I - Nº 1 - Maio/Junho/Julho 2004
Muita história para contar

O Memorial foi criado graças à mobilização de médicos e associações

Ao passar pelo prédio da antiga Faculdade de Medicina do Recife, no Derby, quase ninguém imagina que boa parte da história da medicina de Pernambuco se encontra ali, num museu que reúne centenas de objetos, livros, fotografias e recortes de jornais do início do século passado. Trata-se do Memorial da Medicina de Pernambuco, uma instituição da Universidade Federal, criada em 1995 e que, além do museu, abriga sedes de instituições médico-culturais e dispõe de ambientes para a realização de eventos. São cinco auditórios com climatização e sistema de som. Também funciona no local a sede da Covest, organizadora dos vestibulares da UFPE e UFRPE.

A criação do Memorial só foi possível pela mobilização de médicos e associações ligadas à área, nas décadas de 80 e 90. O prédio do Derby, àquela época, estava prestes a ser alienado pela UFPE, mas a luta da categoria fez com que suas instalações passassem a abrigar o Memorial. Foram gastos na reforma do edifício um milhão de dólares. À frente da instituição, desde a abertura, está o médico Luiz de Gonzaga Barreto, um dos grandes nomes da medicina pernambucana, que tem passagem pelas diretorias dos maiores hospitais do Recife. “O Memorial da Medicina é o maior centro cultural médico da região”, afirma Barreto.

História - A primeira Faculdade de Medicina do Recife foi criada em 1915, mas só passou a funcionar em 1920, no prédio da antiga Escola de Engenharia, na rua do Hospício. Em seguida, mudou-se para a esquina da rua Riachuelo com a rua Sete de Setembro e, posteriormente, passou a funcionar na Rua Barão de São Borja, onde hoje está instalado um hotel. Só em 1927, foi alojada no prédio do Derby, construído especialmente para esse fim.

Em 1946, foi criada a Universidade do Recife, que era integrada pela Faculdade de Direito, Escola de Engenharia, Faculdade de Belas Artes (atual curso de Arquitetura), Faculdade de Filosofia e Medicina, que tinha como cursos anexos Odontologia e Farmácia. Em 49, a faculdade foi federalizada e em 1958 transferida para o bairro da Cidade Universitária. Só na década de 70, a Universidade do Recife foi transformada na Universidade Federal de Pernambuco.

Grandes nomes - Um dos maiores nomes da medicina de Pernambuco foi Otávio de Freitas, criador e diretor da Faculdade por longos anos. Assim como ele, outros grandes profissionais ajudaram a construir a medicina no Estado. Arsênio Tavares, Luiz Tavares, Adamastor Lemos, Antônio Figueira, Fernando Figueira, Oscar Coutinho, Ulisses Pernambucano, Barros Lima e Aloísio Bezerra Coutinho foram destaques de décadas mais antigas. Da nova safra, Salomão Kelner, Amaury Coutinho, Geraldo Gomes de Freitas, Nelson Caldas, Márcio Lobo, Galdino Loreto, Edmundo Ferraz, entre muitos outros, também ajudaram a fazer história da medicina em Pernambuco.

Em setembro deste ano, o Memorial prestará homenagem especial ao centenário do pernambucano Leduar de Assis Rocha, que além de médico, era professor e jornalista. Leduar formou-se em 1934, pela Faculdade de Medicina do Recife, e escreveu obras como Médicos, Cirurgiões e Boticas; Velhos Médicos, Velha Medicina; História da Medicina em Pernambuco, Ética e Medicina; Escola de Farmácia do Recife, entre outros livros. Por sua importância para a medicina do Estado e sua contribuição para a literatura médica, a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores em Pernambuco elegeu 2004 o Ano Literário Leduar de Assis Rocha.

Museu - O museu do Memorial abriga de tudo um pouco: fotos, peças anatômicas, instrumentos cirúrgicos, teses, fotografias de antigas turmas e quadros de formandos. Entre as curiosidades estão fotos da primeira turma de medicina, de 1925, em que os alunos aparecem vestidos de terno e gravata e onde não havia presença de mulheres. Objetos pessoais de médicos ilustres também compõem o acervo do museu. É o caso da caneta de Otávio de Freitas e do birô de Amaury de Medeiros, que ocupou um cargo equivalente ao de secretário de Saúde, na década de 20. Há ainda materiais de antigas farmácias, equipamentos de anestesia e uma coleção de microscópios

 

Matérias vinculadas à sessão
Muita história para contar: O Memorial foi criado graças à mobilização de médicos e associados

logo Cremepe - Conselho Regional de Medicina de Pernambuco
© CREMEPE - Conselho Regional de Medicina de Pernambuco
Rua Conselheiro Portela, 203 . Espinheiro . Recife . PE CEP: 52020030
Fones: (0xx81) 2123-5777 . Fax: (0xx81) 2123-5770
Reportar Erro (feedback)
Site produzido por 2Dvirtual - www.2dvirtual.com.br